Uma tempestade elétrica
paira sobre essa cidade imponente com arranhacéus em aço e
vidro, cada um com uma centena de andares ou mais. Um fluxo
incessante de carros europeus e japoneses igualmente caros, motoristas fitando os
faróis traseiros dos carros logo adiante de maneira desfocada,
talvez por memórias transitando incessantemente em suas
mentes, sinapses trovejando tão forte lá dentro quanto
nas nuvens da metrópole.
- Construímos isso juntos, demos nosso sangue de maneira literal, em todos os exames posteriores aos estragos que a dedicação próxima da obsessão fez em nossos organismos.
- Eu sei...
- E quase chegada a hora de colher os louros, você redefiniu suas prioridades, abandonou o nosso sonho e todos os sacrifícios que fizemos, nosso tempo, nossa saúde...
- Eu não tinha condições de continuar... Eu precisava de mais do que isso...
- Como seu mentor eu estou decepcionado, como seu sócio eu jamais vou perdoa-lo, como seu amigo eu quero que você entenda como é despencar do ponto mais alto de um sonho.
Eu não cai, eu fui empurrado, mas acho que foi assim que ele se sentiu, quebrando a vidraça com as minhas costas e despencando tempo o suficiente para pensar a respeito, ou não pensar em nada, observar os cacos de vidro brilharem refletindo os raios do céu tempestuoso do imponente patrimônio que levantamos juntos e de, forma adequada, destruiríamos juntos.
- Construímos isso juntos, demos nosso sangue de maneira literal, em todos os exames posteriores aos estragos que a dedicação próxima da obsessão fez em nossos organismos.
- Eu sei...
- E quase chegada a hora de colher os louros, você redefiniu suas prioridades, abandonou o nosso sonho e todos os sacrifícios que fizemos, nosso tempo, nossa saúde...
- Eu não tinha condições de continuar... Eu precisava de mais do que isso...
- Como seu mentor eu estou decepcionado, como seu sócio eu jamais vou perdoa-lo, como seu amigo eu quero que você entenda como é despencar do ponto mais alto de um sonho.
Eu não cai, eu fui empurrado, mas acho que foi assim que ele se sentiu, quebrando a vidraça com as minhas costas e despencando tempo o suficiente para pensar a respeito, ou não pensar em nada, observar os cacos de vidro brilharem refletindo os raios do céu tempestuoso do imponente patrimônio que levantamos juntos e de, forma adequada, destruiríamos juntos.