sexta-feira, 12 de abril de 2013

Patterns, pt1

"Sempre existe um padrão, a aleatoriedade é uma percepção errônea, é a sensação causada por uma tendência estatística não explorada o suficiente."
V.K.

Você sempre conheceu o mecanismo, talvez também não conheça o motivo, mas conhece o mecanismo e o escondeu de mim, ignorando a sua responsabilidade de zelar pela continuidade da minha experiência terrena. Porque esperou eu descobrir para me explicar melhor? Valeria a pena perder seu protegido em troca da compreensão dessa verdade? Eu nunca tive o poder de decisão, certo? Você orquestrou esse encontro e todo o resto para que eu tivesse essa epifania, então é essa a sua maneira de me ajudar e ainda permanecer imparcial com a entropia do meu universo pessoal, sem afetar o equilíbrio da balança.
Sempre existe um padrão, o mecanismo é o padrão, primeiro a imersão ideológica no passado, então os sentidos são ativados pelas memórias, vejo, ouço, cheiro, toco e degusto o passado, consciente de ser uma lembrança. Subitamente o passado se projeta no presente, as lembranças se misturam ao agora e é nesse momento que a minha consciência turva, o passado vivenciado de uma forma contemporânea, tão previsivelmente com reações diferentes as originais se eu apenas notasse que nem tudo era real... Esse é o mecanismo! Esse é o padrão! É a única maneira de me manter impotente perante um agente desconhecido que insiste em findar minha existência, seria um agente interno ou externo? Qual é o seu objetivo? Foda-se o motivo, agora eu compreendo o mecanismo pré-assalto.
Depois do assalto ainda há padrões. A dificuldade em encontrar palavras no meu idioma pátrio para descrever conceitos desde simples, infantis até mais complexos enquanto o significado do vocábulo que eu procuro está claro na minha mente e eu tenho a palavra em inglês na ponta da língua.
A sensação de distorção temporal onde o tempo passa devagar demais e meu ritmo de trabalho biológico e mental está acelerado a um nível que eu poderia beirar a exaustão em alguns minutos de questionamento, escrevo parágrafos inteiros e formulo teorias complexas alternando meu olhar entre o receptáculo de minhas idéias e o relógio, que leva 4 ou 5 ciclos anteriormente descritos para passar um dígito no marcador de minutos.
Diminuição da percepção espacial e ambientação minimalista: O universo se resume a mim, o referido receptáculo e o objeto onde observo as horas, geralmente meu celular, até sair do transe não noto a existência de nada mais, o copo d´agua, a mesa, então o meu quarto, então a minha casa, então o meu bairro, alguns minutos se passam até que eu seja reinserido na imensidão risível desse universo.
Por fim com as energias exauridas eu noto que minha febre subiu e o meu corpo está mais fraco e doente, o desgaste é visível no espelho, minhas olheiras, minha pele em tom pálido, meus lábios descorados, estou visivelmente fadigado, mas não vencido.
Padrões, sempre padrões. Padrões são mecanismos, mecanismos são padrões.

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